Sou clandestino!
Vagueio sem tino!
Sou indigente,
um ser transparente,
que lê pedras de vielas,
onde cruzo gente,
que não recita minhas mazelas!
Sou clandestino,
não tenho destino,
albergue ou morada.
Vejo miséria, fome e estrada.
Sou clandestino…
sou um menino,
que procura calor,
onde não há amor,
nem favor!
Sou clandestino,
não tenho sentido,
só temperança…
não conheço a esperança,
só vazio…
e estio.
Sou clandestino,
isento de vontade
de não colher sorte,
de semear liberdade,
que um dia será dádiva de morte.
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