São cinzentos os meus dias,
peca em mim, a tua ausência.
Partiste sem dizer que ias,
e eu fiquei na dependência!
Do verde e do teu brilho,
de tudo tenho saudade,
sem saber qual caminho,
existo sem vontade!
A alma não parece minha!
O corpo teima em resistir,
mas quando vejo uma andorinha
consigo de novo a sorrir.
Volta sempre esta quimera,
como anjo renovado,
será sempre Primavera,
e nunca, um filme acabado.
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