quarta-feira, 29 de abril de 2009

Tristeza efémera

São cinzentos os meus dias,
peca em mim, a tua ausência.
Partiste sem dizer que ias,
e eu fiquei na dependência!

Do verde e do teu brilho,
de tudo tenho saudade,
sem saber qual caminho,
existo sem vontade!

A alma não parece minha!
O corpo teima em resistir,
mas quando vejo uma andorinha
consigo de novo a sorrir.

Volta sempre esta quimera,
como anjo renovado,
será sempre Primavera,
e nunca, um filme acabado.

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