Já cá faltava um dia destes.
O dia em que tudo mudou.
A lua apareceu-me de manhã,
Como se de noite fosse…
O sol aqueceu-me de madrugada
Como se de dia fosse…
Fui tomada…
Fui colhida na curva do sentimento,
que estava onde eu menos cuidava.
Cruzei os ponteiros trocados de um relógio,
que dava horas sem destino…
E eu… queria que de noite sempre fosse.
No breu,
confundidos, tu e eu,
trocámos as cores,
falámos de amores,
misturámos sabores…
Mas o dia nascia
E tu? E eu?
Eu mais desordenada
E trocada.
Tu sem semblante…
e distante.
Ficar sem te ter
não é ser,
mas padecer…
Pensei no poeta
e recitei sem dizer
“amor é fogo que arde sem ser ver”!!??
Será amor, ilusão ou visão,
este contentamento que me deixa descontente?!?
Que me deixa aquecer,
mas também,
em turvação!?
Será este o meu primado?
O meu caminho?
O meu fado?
Ai o fado:
“Pode haver quem te defenda
Quem compre o teu chão sagrado
Mas a tua vida não.”
Fumo, fogo ou rumo,
Fado, verso ou pecado…
Tenho apenas que saber
Que o desejo… e quero viver.
(Dedicado a uma Amiga chamada Maria.)
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